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Invest Call

Comentário da nossa equipa de Gestão de Activos sobre temas importantes que podem ter impacto nos mercados

Invest Outlook 2018 – Parte II

O próximo ano inicia-se num contexto de crescimento económico favorável para os activos com risco. A economia mundial está a crescer de forma sincronizada entre as várias regiões, as taxas de juro permanecem baixas e eventuais subidas deverão ser limitadas. Em termos históricos, as condições monetárias deverão permanecer acomodatícias, mesmo que as yields nos prazos mais longos subam para níveis mais justificáveis, considerando o crescimento nominal das economias.

Assim, na nossa opinião, apesar das avaliações historicamente elevadas, em particular nos Estados-Unidos, as ‘Acções’ continuam como a classe de activos com melhores perspectivas de valorização no médio-longo prazo, sobretudo quando comparadas com as ‘Obrigações’. Com efeito, estas últimas oferecem yields extremamente baixas que não compensam, na nossa opinião, os riscos (de taxa de juro e de crédito) assumidos. Mesmo não se perspectivando uma subida abrupta das taxas de juro e das yields, o potencial de rendibilidade das ‘Obrigações’ é cada vez menor, tornando o seu binómio risco-retorno pouco interessante.

Por seu turno, as ‘Acções‘, nomeadamente as europeias, oferecem um maior potencial de subida, suportadas pela recuperação dos resultados e vendas das empresas, num contexto de aceleração da actividade económica mundial e baixas taxas de juro. Na nossa opinião, mesmo uma eventual subida das yields soberanas da Zona Euro, para os 1%-1,5%, não comprometeria este cenário favorável para as acções europeias, dadas as perspectivas de subida de resultados e dividendos para 2018.

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Contudo, a volatilidade dos mercados accionistas deverá aumentar no curto-prazo, como aliás como acontece quando as yields reais das obrigações soberanas invertem a tendência predominante (neste caso, começarem a subir). Como tal, em carteiras de investimento diversificadas deverá igualmente ser mantida uma parcela importante em ‘Liquidez’, como forma de suavizar a volatilidade da componente accionista e como alternativa às ‘Obrigações’, onde os riscos nos parecem assimétricos.

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Nas ‘Acções’, mantemos a preferência pelos mercados europeus e, em particular, pelos ibéricos. A economia europeia atravessa um bom momento, sendo um dos últimos sinais a melhoria do rating de crédito da República Portuguesa para BBB- (investment grade), e as avaliações permanecem mais baixas quando comparadas com as do mercado norteamericano. Com efeito, o índice Stoxx-600 transacciona com um Price-to-Earnings (PE) de 15,0x os resultados esperados para 2018, que compara com o rácio de 18,3x do índice S&P- 500.

Em larga medida poderá ser argumentado que os múltiplos de resultados (price-to-earnings) se encontram historicamente altos devido à manutenção (artificial) das taxas de juro e yields em níveis extremamente baixos. Mas ainda assim, o mercado norte-americano sobressai como o mais sobreavaliado. Com base nas actuais yields, os mercados europeus transacionam, em média, com um prémio de risco (ERP) de 6,3%, mais 3,3 pp que o congénere norte-americano.

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Deste modo, continuamos com uma reduzida exposição (directa) a acções norte-americanas, assim como a acções emergentes que, na nossa opinião, continuam vulneráveis à imprevisibilidade da política económica de Donald Trump e ao abrandamento da economia chinesa, onde a dívida total, excluindo o sector financeiro, ultrapassou os 250% do PIB, um valor muito superior ao verificado nos Estados-Unidos em 2008.

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