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Invest MonthlySetembro de 202115-10-2021  10:18
  • outlook

Indicadores Económicos

De acordo com a OCDE, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial deverá crescer 5,7% em 2021, impulsionado por políticas fiscais e monetárias favoráveis, pelo desenrolar dos processos de vacinação e pela retoma gradual de muitas actividades, em particular no sector dos serviços. Durante o Verão, o PIB mundial atingiu o nível pré-pandemia, mas encontra-se ainda 3,5% abaixo das projecções anteriores à pandemia, o equivalente ao produto de um ano em condições normais. Para 2022 é antecipado um crescimento de 4,5%.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego continuou a diminuir, fixando-se nos 4,8% em Setembro, o nível mais baixo desde Maio de 2020. Apesar dos constrangimentos reportados em alguns sectores, em termos de falta de mão-de-obra, o emprego continua a recuperar, tendo o número de pessoas empregadas aumentado para 153,3 milhões, mais 200 mil relativamente ao mês anterior. Na Zona Euro a taxa de desemprego na Área do Euro recuou para 7,5% em Agosto último, em linha com as projeções do mercado. Entre os jovens, a taxa de desemprego também caiu, dos 16,5% em Julho, para os 16,2% em Agosto. A Espanha (14,3%) e a Grécia (14,6%) permaneceram os dois países do Euro com a maior taxa de desemprego, enquanto a Holanda (3,1%) regista a menor.

A taxa de inflação, nos Estados Unidos, situou-se nos 5,4% em Setembro, mais 0,1 p.p. que no mês anterior. Por sua vez, na Zona Euro, a taxa de inflação média foi confirmada nos 3,4%, o valor mais elevado desde Novembro de 2011.


2. taxa de juro
 

3. taxas de cambio



Evolução dos Mercados Accionistas

ASetembro foi um mês marcado por um aumento da volatilidade dos mercados e por correcções na maioria dos índices de acções. Na Europa, os índices DAX-30 e o EuroStoxx-50 registaram perdas de -3,5% e -3,6%, respectivamente. Nos Estados Unidos, os índices S&P-500 e o Nasdaq-100 terminaram com perdas de -4,8% e -5,7%, respectivamente. 

1. Indices Accionistas

Sectorialmente, medido pelos índices MSCI World, em Usd, os melhores registos foram obtidos pelos sectores da Energia (+9,1%), Serviços Financeiros (-1,5%) e Consumo Discricionário (-2,5%). Pelo contrário, terminaram o mês de Setembro com maior underperformance os sectores dos Materiais (-8,1%), das Utilities (-7,2%), da Tecnologia de Informação (-5.8%) e dos Serviços de Comunicação (-5.8%).

4. commodities

Perante a recuperação das economias e, sobretudo, a recente subida da taxa de inflação, os Bancos Centrais preparam-se para iniciar a redução das compras de títulos em mercado (tapering). Face a essa perspectiva, as yields da dívida pública começaram a inverter a tendência de queda dos últimos meses. Tanto nos Estados Unidos como na Alemanha as yields a 10 anos subiram 18bp, pressionando pela negativa o preço das obrigações. 


 

Alocação de Activos

O mês de Setembro foi marcado por uma correcção nos mercados, sendo o primeiro mês onde se registaram quedas nos principais índices accionistas desde Janeiro. Nos Estados-Unidos, os índices S&P-500 e Nasdaq-100 variaram -4,8% e -5,7%, e, na Europa, os índices EuroStoxx-50 e FTSE-100 registaram perdas de -3,5% e de -0,4%, respectivamente. Entre os mercados emergentes, o índice global dos emergentes (MSCI EM) variou -4,2%, com destaque para os ligeiros ganhos do mercado chinês que subiu 1,3% (CSI-300). Na base da correcção dos mercados estiveram, essencialmente, dois factores: (1) a rápida subida das yields, depois dos principais Bancos Centrais, nomeadamente a FED, o BOE e o BCE, terem anunciado que se preparam para iniciar a normalização das respectivas políticas monetárias, com a redução dos programas de compras de títulos; (2) a ameaça de default da gigante do imobiliário chinês, Evergrande, e os possíveis efeitos de contágio na economia mundial, caso o evento se verifique. Dada a subida das yields (+18bp nos Treasuries e Bunds a 10 anos) e o ligeiro aumento dos spreads de crédito, as obrigações, de forma geral, fecharam o mês de Setembro em território negativo. O Investment Grade global desceu -1,0% (EurH) e o High Yield valorizou 0,1% (EurH). Entre as matérias-primas, destaques para a subida do preço do barril do petróleo (Brent +7,6%) e para a forte queda do Ouro (-3,1%) e da Prata (-7,6%).

5. alocação de activos

6. rendibilidade historica






Disclaimer:
A informação contida neste documento tem um carácter exclusivamente informativo e particular. A informação foi obtida junto de fontes consideradas fiáveis, não sendo, contudo, possível garantir a sua precisão. As opiniões expressas são da inteira responsabilidade dos seus autores, reflectindo apenas os seus pontos de vista, os quais podem não ser coincidentes com opiniões expressas por outras áreas do Banco Invest, SA. O Banco Invest, SA rejeita qualquer responsabilidade por eventuais danos ou prejuízos resultantes, directa ou indirectamente, da utilização da informação referida neste documento. O Banco Invest, SA e os seus colaboradores poderão deter posições em qualquer activo mencionado neste documento. A reprodução de parte ou totalidade desta publicação é permitida, sujeita a indicação da fonte. Relativamente ao produto “Invest – Dinâmico”, as taxas de rendibilidade apresentadas são líquidas de comissões de gestão e correspondem à mediana das rendibilidades das carteiras sobre gestão discricionária no perfil “Dinâmico”. As rendibilidades dos índices que compõem o Benchmark são obtidas junto da Bloomberg. Taxas de rendibilidade e risco calculadas com base na cotação dos diversos ativos a 31-Ago-21. Rendibilidades passadas não constituem garantia de rendibilidades futuras. A rendibilidade do investimento depende da evolução dos ativos detidos em Carteira, e pode ser influenciada por factores políticos, económicos e financeiros, incluindo variações cambiais, que estão inter-relacionados, bem como por outros factores que afectam, genericamente, os mercados financeiros.

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    1
    [jp]00h30: Índice PMI Industrial (Nov)
    [eu]09h00: Índice PMI Industrial (Nov)
    [mundo]10h00: OCDE publica "Outlook" Económico
    [us]13h15: Sondagem de Emprego ADP (Nov)
    [us]14h45: Índice PMI Industrial (Nov)
    [us]15h00: Índice ISM (Nov)
    [us]15h30: Inventários Semanais de Petróleo 
    [us]19h00: Fed publica o "Beige Book"
     
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    2
    [opep]Reunião da OPEP+
    [jp]05h00: Confiança do Consumidor (Nov)
    [es]08h00: Taxa de Desemprego (Out)
    [eu]10h00: Taxa de Desemprego (Out)
    [eu]10h00: Índice de Preços ao Produtor (Out)
    [us]13h30: Pedidos Semanais de Subsídio de Desemprego 
    [us]Discursos de vários membros da Reserva Federal EUA: Bostic (13h30/16h30), Quarles (16h00),  Daly e Barkin (16h30)
  • 12
    3
    [jp]00h30: Índice PMI (Nov)
    [fr]07h45: Produção Industrial (Out)
    [eu]09h00: Índice PMI (Nov)
    [eu]10h00: Vendas a Retalho (Out)
    [us]13h30: Criação de Emprego Não-Agrícola (Nov)
    [us] 13h30: Taxa de Desemprego (Nov)
    [us]14h45: Índice PMI (Nov)
    [us]14h15: Discurso de Bullard, membro da Fed
    [us]15h00: Encomendas às Fábricas e Bens Duradouros (Out)
     
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Invest Monthly

out 15, 2021, 10:18 by DME Inês Silva
Setembro de 2021

Indicadores Económicos

De acordo com a OCDE, o Produto Interno Bruto (PIB) mundial deverá crescer 5,7% em 2021, impulsionado por políticas fiscais e monetárias favoráveis, pelo desenrolar dos processos de vacinação e pela retoma gradual de muitas actividades, em particular no sector dos serviços. Durante o Verão, o PIB mundial atingiu o nível pré-pandemia, mas encontra-se ainda 3,5% abaixo das projecções anteriores à pandemia, o equivalente ao produto de um ano em condições normais. Para 2022 é antecipado um crescimento de 4,5%.

Nos Estados Unidos, a taxa de desemprego continuou a diminuir, fixando-se nos 4,8% em Setembro, o nível mais baixo desde Maio de 2020. Apesar dos constrangimentos reportados em alguns sectores, em termos de falta de mão-de-obra, o emprego continua a recuperar, tendo o número de pessoas empregadas aumentado para 153,3 milhões, mais 200 mil relativamente ao mês anterior. Na Zona Euro a taxa de desemprego na Área do Euro recuou para 7,5% em Agosto último, em linha com as projeções do mercado. Entre os jovens, a taxa de desemprego também caiu, dos 16,5% em Julho, para os 16,2% em Agosto. A Espanha (14,3%) e a Grécia (14,6%) permaneceram os dois países do Euro com a maior taxa de desemprego, enquanto a Holanda (3,1%) regista a menor.

A taxa de inflação, nos Estados Unidos, situou-se nos 5,4% em Setembro, mais 0,1 p.p. que no mês anterior. Por sua vez, na Zona Euro, a taxa de inflação média foi confirmada nos 3,4%, o valor mais elevado desde Novembro de 2011.


2. taxa de juro
 

3. taxas de cambio



Evolução dos Mercados Accionistas

ASetembro foi um mês marcado por um aumento da volatilidade dos mercados e por correcções na maioria dos índices de acções. Na Europa, os índices DAX-30 e o EuroStoxx-50 registaram perdas de -3,5% e -3,6%, respectivamente. Nos Estados Unidos, os índices S&P-500 e o Nasdaq-100 terminaram com perdas de -4,8% e -5,7%, respectivamente. 

1. Indices Accionistas

Sectorialmente, medido pelos índices MSCI World, em Usd, os melhores registos foram obtidos pelos sectores da Energia (+9,1%), Serviços Financeiros (-1,5%) e Consumo Discricionário (-2,5%). Pelo contrário, terminaram o mês de Setembro com maior underperformance os sectores dos Materiais (-8,1%), das Utilities (-7,2%), da Tecnologia de Informação (-5.8%) e dos Serviços de Comunicação (-5.8%).

4. commodities

Perante a recuperação das economias e, sobretudo, a recente subida da taxa de inflação, os Bancos Centrais preparam-se para iniciar a redução das compras de títulos em mercado (tapering). Face a essa perspectiva, as yields da dívida pública começaram a inverter a tendência de queda dos últimos meses. Tanto nos Estados Unidos como na Alemanha as yields a 10 anos subiram 18bp, pressionando pela negativa o preço das obrigações. 


 

Alocação de Activos

O mês de Setembro foi marcado por uma correcção nos mercados, sendo o primeiro mês onde se registaram quedas nos principais índices accionistas desde Janeiro. Nos Estados-Unidos, os índices S&P-500 e Nasdaq-100 variaram -4,8% e -5,7%, e, na Europa, os índices EuroStoxx-50 e FTSE-100 registaram perdas de -3,5% e de -0,4%, respectivamente. Entre os mercados emergentes, o índice global dos emergentes (MSCI EM) variou -4,2%, com destaque para os ligeiros ganhos do mercado chinês que subiu 1,3% (CSI-300). Na base da correcção dos mercados estiveram, essencialmente, dois factores: (1) a rápida subida das yields, depois dos principais Bancos Centrais, nomeadamente a FED, o BOE e o BCE, terem anunciado que se preparam para iniciar a normalização das respectivas políticas monetárias, com a redução dos programas de compras de títulos; (2) a ameaça de default da gigante do imobiliário chinês, Evergrande, e os possíveis efeitos de contágio na economia mundial, caso o evento se verifique. Dada a subida das yields (+18bp nos Treasuries e Bunds a 10 anos) e o ligeiro aumento dos spreads de crédito, as obrigações, de forma geral, fecharam o mês de Setembro em território negativo. O Investment Grade global desceu -1,0% (EurH) e o High Yield valorizou 0,1% (EurH). Entre as matérias-primas, destaques para a subida do preço do barril do petróleo (Brent +7,6%) e para a forte queda do Ouro (-3,1%) e da Prata (-7,6%).

5. alocação de activos

6. rendibilidade historica






Disclaimer:
A informação contida neste documento tem um carácter exclusivamente informativo e particular. A informação foi obtida junto de fontes consideradas fiáveis, não sendo, contudo, possível garantir a sua precisão. As opiniões expressas são da inteira responsabilidade dos seus autores, reflectindo apenas os seus pontos de vista, os quais podem não ser coincidentes com opiniões expressas por outras áreas do Banco Invest, SA. O Banco Invest, SA rejeita qualquer responsabilidade por eventuais danos ou prejuízos resultantes, directa ou indirectamente, da utilização da informação referida neste documento. O Banco Invest, SA e os seus colaboradores poderão deter posições em qualquer activo mencionado neste documento. A reprodução de parte ou totalidade desta publicação é permitida, sujeita a indicação da fonte. Relativamente ao produto “Invest – Dinâmico”, as taxas de rendibilidade apresentadas são líquidas de comissões de gestão e correspondem à mediana das rendibilidades das carteiras sobre gestão discricionária no perfil “Dinâmico”. As rendibilidades dos índices que compõem o Benchmark são obtidas junto da Bloomberg. Taxas de rendibilidade e risco calculadas com base na cotação dos diversos ativos a 31-Ago-21. Rendibilidades passadas não constituem garantia de rendibilidades futuras. A rendibilidade do investimento depende da evolução dos ativos detidos em Carteira, e pode ser influenciada por factores políticos, económicos e financeiros, incluindo variações cambiais, que estão inter-relacionados, bem como por outros factores que afectam, genericamente, os mercados financeiros.

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