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O que são Commodities

As commodities, ou matérias-primas, são bens primários com pouco ou nenhum grau de transformação, como cereais, metais e produtos energéticos.
Estes activos têm um papel central na economia global e são amplamente negociados nos mercados internacionais.
A negociação de matérias-primas pode ser feita de forma direta, através da compra do ativo físico, ou de forma indireta, por via de instrumentos financeiros como ETFs, fundos, CFDs ou contratos de futuros.
Nos mercados organizados, os futuros continuam a ser uma das formas mais utilizadas para obter exposição a este tipo de activos.
Uma das referências mundiais neste setor é a Chicago Mercantile Exchange (CME), cuja história remonta a 1898. Actualmente, a CME Group é reconhecida como a principal plataforma global de derivados, reunindo uma ampla gama de produtos sobre energia, metais, agricultura, taxas de juro e índices.

Factores de formação de preços

Os investimentos em matérias-primas podem estar sujeitos a fortes flutuações de preço, uma vez que estes mercados reagem rapidamente a alterações económicas, geopolíticas, climáticas e financeiras.
Alguns dos principais fatores que podem influenciar a evolução dos preços das commodities são:
- Oferta e procura globais, incluindo o nível de produção, consumo e existências disponíveis no mercado.
- Questões climáticas e ambientais, que podem afectar a produção agrícola e provocar oscilações significativas nos preços.
- Eventos nacionais e internacionais, como conflitos, disrupções logísticas, restrições comerciais ou choques no transporte marítimo.
- Intervenções estatais, incluindo alterações regulatórias, tarifas, subsídios ou impostos.
- Flutuações cambiais, sobretudo do dólar norte-americano, já que a maioria das matérias-primas é cotada em USD.
No contexto mais recente, os mercados de commodities continuaram a ser influenciados por factores geopolíticos e energéticos.
Em 2026, o Banco Mundial projetou uma subida média de 16% nos preços das commodities, impulsionada sobretudo pela valorização da energia e dos fertilizantes, num contexto de perturbações no Médio Oriente e restrições nas cadeias de abastecimento.
Também o petróleo e o gás natural registaram forte pressão, com a Agência Internacional da Energia a destacar em 2026, uma das maiores disrupções de oferta de petróleo de que há registo, associada às perturbações no estreito de Ormuz e às restrições no transporte marítimo.
No caso do USD, a relação com as matérias-primas nem sempre é linear, mas continua a ser um fator relevante. Em regra, um USD mais forte pode tornar as commodities mais caras para compradores noutras moedas e condicionar a procura internacional; por outro lado, um USD mais fraco tende a melhorar a acessibilidade e a apoiar a procura global. Ainda assim, esta relação pode variar consoante o contexto macroeconómico e energético global.

Diversificação

As matérias-primas podem ser uma componente diferenciadora numa carteira de investimento, sobretudo pelo seu potencial de diversificação. Como tendem a apresentar um comportamento distinto face aos mercados accionistas, podem contribuir para equilibrar o portefólio em diferentes fases do ciclo económico.
Em determinados contextos de mercado, as matérias-primas conseguem mesmo registar desempenhos positivos quando as acções enfrentam quedas ou períodos de menor dinamismo. Esta característica reforça o seu interesse enquanto complemento estratégico numa abordagem de diversificação.
Entre estes activos, o ouro destaca-se como uma referência incontornável. Tradicionalmente reconhecido como activo de refúgio, tem assumido um papel relevante em momentos de incerteza económica, financeira ou geopolítica, funcionando como um potencial instrumento de preservação de valor.
A evolução do ouro ao longo dos últimos anos ilustra bem esta realidade. Em 2011, no contexto da crise da dívida soberana na Europa, atingiu máximos próximos de 1.921 USD por onça troy. Mais recentemente, em 29 de Janeiro de 2026, voltou a renovar recordes ao ultrapassar os 5.500 USD por onça, reforçando o interesse dos investidores por activos com características defensivas.

Como investir em mercadorias?

 
Existem várias formas de investir em mercadorias (commodities), cada uma com características, níveis de risco e graus de complexidade diferentes.
As vias mais comuns são os Futuros, os ETFs, os CFDs e as ações de empresas ligadas ao setor.
Futuros

Um futuro é um contrato padronizado, negociado em bolsa, que obriga à compra ou venda de uma mercadoria numa data futura e a um preço previamente definido. É uma das formas mais clássicas de obter exposição direta ao preço de uma commodity.
Nos mercados de futuros, o investidor não paga, o valor total do activo subjacente. Em vez disso, deposita uma margem e a posição é ajustada diariamente através do mecanismo de mark-to-market, o que aumenta a sensibilidade da posição às oscilações de preço.

Vantagens dos futuros

  • Exposição directa ao preço da mercadoria, sem necessidade de comprar fisicamente o activo.
  • Elevada liquidez em mercados de referência, sobretudo nas áreas da energia, metais e agricultura.
  • São amplamente utilizados tanto para cobertura de risco (hedging) como para investimento, porque permitem assumir ou gerir o risco de preço de forma eficiente.

ETFs

Um ETF (Exchange Traded Fund) é um fundo cotado em bolsa que se compra e vende como uma acção. No universo das mercadorias, os ETFs podem dar exposição a uma commodity específica — como o ouro — ou a um cabaz diversificado de mercadorias, como energia, metais e produtos agrícolas.
Dependendo da sua estrutura, essa exposição pode ser obtida através de activos físicos ou, de futuros, swaps e outros derivados.

Vantagens dos ETFs

  • São, em regra, a forma mais simples e acessível de um investidor particular obter exposição a mercadorias sem negociar futuros diretamente.
  • Podem oferecer diversificação, sobretudo quando seguem um cabaz amplo de commodities em vez de uma única matéria-prima.
  • Têm custos explícitos e comparáveis, normalmente expressos através da TER (Total Expense Ratio), o que facilita a comparação entre produtos.

CFDs

Um CFD (Contract for Difference) é um instrumento financeiro derivado que permite obter exposição à variação do preço de um ativo sem o comprar diretamente. No caso das mercadorias, os CFDs permitem especular sobre a subida ou descida do preço de petróleo, ouro, gás natural, trigo, entre outros.
Na prática, os CFDs permitem investir com alavancagem, o que significa que o investidor pode controlar uma posição de valor superior ao capital inicialmente investido.

Vantagens dos CFDs

  • Permitem obter exposição a mercadorias com baixo capital inicial, devido ao efeito da alavancagem.
  • Tornam simples a abertura de posições long (investir na subida) ou short (investir na descida).

Acções

Outra forma de investir em mercadorias é através da compra de acções de empresas ligadas ao setor. Neste caso, o investidor não adquire diretamente a commodity, mas sim participações em empresas que a extraem, produzem, refinam, transportam ou comercializam — como mineiras, petrolíferas, empresas de fertilizantes ou agrícolas.
Trata-se, por isso, de uma forma de exposição indirecta ao tema das mercadorias.

Vantagens das acções ligadas a mercadorias

  • São fáceis de comprar e vender, tal como qualquer outra acção cotada em Bolsa.
  • Podem beneficiar da subida do preço das commodities, sobretudo em sectores com forte ligação ao ciclo das matérias-primas, como energia e mineração.
  • São, fáceis de analisar, porque o investidor pode recorrer a métricas empresariais tradicionais, como lucros, dívida, margens e dividendos.

Tipos de mercadorias

As mercadorias podem ser agrupadas em duas grandes categorias: hard commodities e soft commodities.
As “mercadorias duras” correspondem a recursos naturais que são extraídos ou explorados, como petróleo, ouro, gás natural, prata, cobre ou alumínio.
Já as “mercadorias suaves” referem-se, sobretudo, a produtos agrícolas ou pecuários, como trigo, milho, café, soja, açúcar, algodão ou gado.
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ENERGIA

Crude oil, gasóleo, gasolina, gás natural e heating oil

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METAIS

Pode ser subdividida em dois grandes grupos: metais preciosos e metais industriais.
Metais preciosos: Ouro, Prata, Platina e Paládio.
Metais industriais: Alumínio, Níquel, Cobre, Chumbo e Estanho.

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PRODUTOS AGRÍCOLAS

Também conhecidos como soft commodities, os produtos agrícolas incluem matérias-primas como café, açúcar e cacau, bem como grãos como soja, trigo e milho.

Um investimento responsável exige que conheça as suas implicações e que esteja disposto a aceitá-las.
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Risco mais baixo
Risco mais elevado
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O indicador de risco pressupõe que poderá não efectuar a transacção ao preço pretendido devido à volatilidade do mercado, o que irá originar impacto no retorno.

Advertências Específicas ao Investidor

O indicador de risco resumido é uma guia do nível de risco deste produto comparado com outros produtos. Apresenta a probabilidade do produto perder dinheiro por causa dos movimentos nos mercados ou porque não temos capacidade para lhe pagar.

Este produto está classificado como 7 de 7, o que se traduz como a classe de risco mais elevada. Tal avalia as perdas potenciais de desempenho futuro a um nível extremamente elevado.

Os CFDs são produtos alavancados que, dados os movimentos dos mercados subjacentes, podem produzir perdas muito rapidamente. Não existe protecção de capital contra risco de mercado, risco de crédito ou risco de liquidez.

Riscos para o Investidor

  • RISCO DE MERCADO
    Risco de mercado (valorização/desvalorização) em função da valorização/desvalorização do activo subjacente (a qual por sua vez, em regra depende da evolução de muitas variáveis).

  • RISCO DE ALAVANCAGEM
    Risco de perda total ou parcial do capital investido: se, num CFD com posições longas (curtas), o valor do subjacente descer (subir) em relação ao valor pelo qual foi adquirido, o comprador terá de pagar ao vendedor a diferença entre esses dois preços, não recuperando assim o capital investido.

  • RISCO DE CAPITAL
    Riscos de perdas superiores ao montante investido: se a oscilação do preço do activo subjacente for suficientemente pronunciada, o montante da perda pode exceder o valor da margem, pelo que a perda pode ultrapassar o montante inicialmente investido. Neste caso, o investidor poderá ser chamado a efectuar reforços de margem e, em certas circunstâncias, as suas posições poderão ser fechadas compulsivamente, podendo ocorrer a perda superior à totalidade do capital inicialmente investido, mesmo que as expectativas do investidor se venham a confirmar à posteriori.
    Risco de inexistência de remuneração.

  • RISCO DE CONTRAPARTE
    Risco de contraparte: risco típico dos instrumentos financeiros derivados comercializados em balcão e associado à solvência da contraparte no contrato. Nos CFD's, se a contraparte do contrato ficar em situação de incumprimento das suas obrigações financeiras os CFD's podem perder todo o valor, ainda que o movimento de preço do activo subjacente evolua no sentido favorável.

  • RISCO DE LIQUIDEZ
    Risco de liquidez, especialmente quando não exista criador de mercado (market maker).

  • RISCO JURÍDICO
    Riscos jurídicos, alterações no regime legal de tributação, transmissão, exercício de direitos, etc.

  • RISCO OPERACIONAL
    Riscos técnicos, por exemplo da indisponibilidade de acesso a informação sobre os preços dos CFD's, na sequência de problemas técnicos na plataforma de negociação disponibilizada habitualmente pela contraparte.

Os CFD são instrumentos complexos e apresentam um elevado risco de perda rápida de dinheiro devido ao efeito de alavancagem.

Entre 59,7% e 69,0% das contas de investidores de retalho perdem dinheiro quando negoceiam CFD com estes fornecedores.

Deve considerar se compreende como funcionam os CFD e se pode correr o elevado risco de perda do seu dinheiro.

Também pode ter interesse em
Alerta Risco

Os CFDs, Forex, Matérias-primas, ETFs shorts ou alavancados, Futuros e Opções, enquadram-se na categoria de Produtos Financeiros Complexos e são transaccionados nas plataformas Invest Btrader.
Assim é importante que leia as advertências mencionadas para cada produto referido.

A utilização de Produtos Financeiros Complexos apenas deverá ser efectuada por investidores com um elevado grau de conhecimento e experiência de mercado. No momento de adesão à plataforma Invest Btrader ser-lhe-á disponibilizado um questionário para que o Banco Invest possa saber se os seus conhecimentos e experiência são adequados a transaccionar Produtos Financeiros Complexos.

O site do Invest Btrader disponibiliza informação através de Webinários, Vídeos e Manuais acerca destes Produtos. São, ainda, apresentados os riscos inerentes à negociação de cada um deles.

Acrescentamos à parte educacional teórica referida, uma plataforma de demonstração (antes e pós processo de abertura de conta) onde poderá na prática apreender o funcionamento e as especificidades dos produtos e do software utilizados.

Aconselhamos desta forma que a plataforma de simulação seja utilizada de uma forma contínua para uma melhor adaptação às características dos produtos aí disponibilizados, principalmente os denominados Produtos Financeiros Complexos.