1º TRIMESTRE

Invest Outlook

2026

 

Apesar do aumento da incerteza, em grande parte devido ao protecionismo da nova Administração norte-americana – tanto em relação à China como aos seus aliados tradicionais – a economia global mantém-se relativamente resiliente, ainda que abaixo da tendência dos últimos anos, com as expectativas de inflação estáveis (2,0%-2,5%). Neste cenário, os bancos centrais, em particular o Fed, mantêm margem para cortar as taxas de juro.

Embora os riscos macroeconómicos e geopolíticos não sejam negligenciáveis, a nossa principal preocupação reside nas avaliações elevadas dos ativos de risco, nomeadamente ações e crédito. Por isso, optámos por uma abordagem diversificada, combinando setores mais cíclicos com outros defensivos. Na componente obrigacionista, apesar dos spreads de crédito reduzidos, aumentámos a exposição ao high yield, reduzindo a alocação em ações, cujo binómio risco-retorno se revela menos atractivo.

 

À entrada de 2026, os mercados acionistas mantêm-se sustentados por resultados corporativos positivos, apesar de avaliações elevadas e forte concentração nos índices, dominados pelas Big Tech norte-americanas impulsionadas pelo investimento em Inteligência Artificial. No plano macroeconómico, o contexto é relativamente favorável, com baixo risco de recessão, inflação controlada e políticas monetárias ainda acomodatícias. Ainda assim, no médio prazo, o elevado endividamento público e o risco de aceleração da inflação permanecem desafios relevantes.

Mantemos uma abordagem prudente e diversificada, equilibrando sectores cíclicos e defensivos. Na componente obrigacionista, reduzimos a exposição ao segmento High Yield e reforçamos a alocação a Investment Grade, menos exposto ao risco de crédito.

EVOLUÇÃO DOS INDICADORES
MACROECONÓMICOS

ALOCAÇÃO
DE ACTIVOS

Alocação de Activos

Outlook

Fonte: Gestão de Activos, Banco Invest

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