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BENEFÍCIOS DA DIVERSIFICAÇÃO

DEFINIÇÃO

Na definição da Alocação de Activos concorrem vários inputs, incluindo a rendibilidade esperada e o risco tolerado para o investimento. O cálculo da rendibilidade total é relativamente intuitivo e directo, resultando da ponderação das rendibilidades esperadas para os vários títulos pelos respectivos pesos na carteira total.

Por sua vez, a contribuição de cada um dos títulos para o risco total da carteira não é tão linear. Conforme analisado, as diferentes classes de activos não se comportam todas da mesma forma - nem todas sobem ou caem simultaneamente. Desta diferença de ritmo e/ou direcção das taxas de rendibilidade das várias classes de activos - designada por correlação - resultam benefícios de diversificação. Para melhor ilustrar este fenómeno, considere-se o activo A e o activo B com uma rendibilidade esperada igual a 25% e 12.5%, respectivamente, e um desvio-padrão (risco) de 20% e 10%, respectivamente. Admitindo uma correlação entre estes dois activos igual a 0.5, uma carteira por eles constituída, em partes iguais, teria uma rendibilidade esperada e um desvio-padrão igual a 18.75% e 13.23%, respectivamente. Como se verifica, a relação entre a rendibilidade esperada e o respectivo risco melhorou substancialmente (1.42 versus 1.25, no caso dos activos considerados individualmente). Se a correlação fosse negativa (por exemplo -0.5), este rácio subia para os 2.17!


CORRELAÇÃO DAS TAXAS DE RENDIBILIDADE ENTRE JAN-90 E DEZ-172

  Acções Obrigações Commodities Imobiliário Monetário
Acções 1.00 0.48 0.31 0.79 -0.08
Obrigações   1.00 0.26 0.42 0.08
Commodities     1.00 0.25 0.02
Imobiliário       1.00 -0.09
Monetário         1.00

O estudo das correlações entre várias alternativas de investimento permite, então, construir carteiras mais eficientes, minimizando o risco para uma determinada rendibilidade esperada (ou maximizando a rendibilidade esperada dado um determinado nível de risco).


Gráfico


Como se pode constatar pela análise do gráfico anterior, construído com base nas rendibilidades dos últimos dez anos, da combinação de activos com diferentes níveis de risco (por simplificação, apenas acções e obrigações), resultam várias carteiras possíveis, algumas delas pouco eficientes, na medida em que existem combinações que para um determinado risco permitem uma rendibilidade esperada superior. Ou seja, a diversificação entre diferentes activos permite construir carteiras mais eficientes em termos de risco-retorno. Por exemplo, conforme visível no gráfico, a carteira constituída exclusivamente por obrigações não é eficiente, uma vez que é possível obter uma rendibilidade esperada superior para o mesmo nível de risco (carteira composta por 50% de obrigações e 50% de acções).

2. Acções: MSCI Daily TR Net World Equity (Eur); Obrigações: Barclays Capital Global Aggregate Bond Index (Eur); Commodities: S&P GSCI Official  Close Index TR (Eur); Imobiliário: FTSE EPRA/NAREIT Developed Real Estate Index (Eur); e Monetário: Euribor 1 mês.

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