LEARNING CENTRE - INVESTIMENTO

HORIZONTE TEMPORAL

Na definição da estratégia de investimento, a identificação do horizonte temporal mais adequado aos objectivos definidos, reveste-se de extrema importância. Com efeito, o período ao longo do qual se espera deter um determinado investimento deverá condicionar a alocação de activos, no âmbito de uma estratégia de investimento diversificada.

Tudo o resto constante, quanto maior for o horizonte temporal planeado, maior poderá ser o peso dos activos com risco, sem comprometer os objectivos traçados. Esta realidade, largamente explorada na literatura financeira, tende, no entanto, a ser esquecida, sobretudo, em períodos de turbulência nos mercados financeiros. De facto, nestas alturas, os investidores tendem a sobrepor a emoção à razão, tomando decisões que mais tarde se revelam precipitadas, como por exemplo, "sair do mercado".

Para melhor ilustrar a relação do horizonte temporal de investimento e o risco de perda de capital, considere-se o exemplo de um investidor com um perfil de risco médio/baixo, cuja carteira é composta por acções (40%) e obrigações (60%)3. Conforme se verifica pelo gráfico abaixo, a incerteza em torno da rendibilidade esperada para a carteira, vai diminuindo à medida que o horizonte temporal do investimento aumenta.


Gráfico Rendibilidade Esperada


A rendibilidade anual mínima vai convergindo para a média esperada, subindo de -10,5%, no primeiro ano, para +0,5% no terceiro ano. Ou seja, neste caso, o horizonte temporal recomendado para este investidor, ponderando o risco da carteira, seria cerca de três anos. Para um investidor mais agressivo, com 70% de acções em carteira, este horizonte passa para sensivelmente quatro anos.

3. Considerando as rendibilidades e correlações históricas, nos últimos vinte e oito anos e em euros (Jan-90 a Dez-17), dos índices MSCI Daily TR Net World Equity e Barclays Capital Global Aggregate Bond Index.

RISCO DE ENTRADA

Numa óptica de médio-longo prazo, o investimento numa carteira diversificada reduz significativamente a probabilidade de perda de capital, diluindo o efeito dos ciclos económicos menos favoráveis e do risco específico dos títulos detidos.

O timing de entrada no mercado, embora importante, não é determinante no desempenho da carteira de investimento. Com efeito, analisando a distribuição das rendibilidades obtidas em períodos de doze meses, nos últimos vinte e oito anos, pelo investidor do exemplo anterior (carteira constituída por 40% de acções e 60% de obrigações), constata-se que, num total de 325 observações, em apenas 8% das ocasiões este investidor teria registado perdas superiores a 10%. Também interessante é a assimetria das taxas de rendibilidade obtidas em períodos de doze meses - a média das observações negativas é cerca de 55% das positivas: -7,2% contra 13,0% nos casos positivos. A média do total das observações é 8,0%.


Rendibilidade nos primeiros 12 meses


Ou seja, a história ensina-nos que rendibilidades significativamente negativas no primeiro ano de investimento são excepções (cerca de 2,5% para perdas superiores a 15%), donde se poder afirmar que, numa óptica de investimento (diversificado) a médio prazo, um mau timing de entrada não determina necessariamente a rendibilidade potencial da carteira, num prazo de investimento ajustado ao risco assumido.

ACESSO INVEST ONLINE

DOCUMENTO PARA VALIDAÇÃO

POSIÇÕES DO NÚMERO DO DOCUMENTO

 
 
Este site utiliza cookies para funcionar correctamente. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. SABER MAIS Concordo